Quero ser bonita sim
pelo direito a vaidade
Quero me olhar no espelho e ver os meus cabelos com os fios escuros. Com os cachos organizados e hidratados. Quero contemplar a minha pele com viço. A sobrancelha desenhada. Os poros fechados. Pode ter ruga, pode envelhecer, mas com um brilho igual as mulheres que aparecem no Pinterest. Aquelas falando que ficar velha não é nada ruim. É uma afirmação contrária, em parte, a uma fala da atriz Jane Fonda. A diva alega que é desagradável sim, cansa sim e tem perrengue sim. Eu deveria acreditar mais na Jane.
Mas, mesmo com o discurso de certo modo a meu favor, Jane está bonita. E é isso que eu quero. Ela tem 87 anos e descobri agora, pesquisando no Google porque ainda não lembro da IA, que é mãe de três filhos. Eu tenho uma só. Definitivamente meu espelho não vê o mesmo que o dela. Vai ver é o cansaço de cuidar de bebê e uma hora passa como costumam prometer.
Pouco importa. A verdade é que eu quero me ver bonita.
Quero meus músculos de volta. Melhor ainda, quero mais do que antes. Uma força explícita. Que me olhem e pensem: nossa, bonita e forte! Se meu abdômen entrar no pacote então… terei direito a um brinde ou mais. E se a pele em volta do corpo de baixo percentual de gordura estiver hidratada e bronzeada aí a festa é completa.
As minhas roupas quero que mantenham o meu estilo e tenham um caimento do qual não precise verificar se marcou a barriga caso o protego do abdômen sarado não dê certo. Meu espelho precisa gritar: acertou!! Quero ser a mãe bonita. Tem até expressão agora: milf. Mothers I’d like to fuck. Vai além de bonita neste caso. Ok. Me satisfaço com o bonita, mas se for gostosa também aceito.
Eu quero me sentir eu mesma. Como já senti antes. Nada excepcional. Nada hollywoodiano e tals. Só bonita. E quero poder querer isso. Sem mensagem de empoderamento dizendo “você já é, ame as marcas que gerar deixou. é bonito também”. Tem coisa que não é bonito não. Sinto muito. Não quero também aquela coisa meio fofa meio ácida do “vai passar, já já você tá inteira de novo”. Não estarei a não ser que invista no laser que a dermatologista passou pela primeira vez em 37 anos de existência. Nem se eu não fizer todos os treinos de musculação ainda que exausta. Vai custar.
Tenho consciência de que não estou exatamente feia. Que meu corpo ainda cabe em padrões estéticos. Que a genética dos meus pais é uma benção. Eu sei. Mas mudei. Carreguei um bebê por 40 semanas e dois dias. Cuspi ela pra fora via vaginal. Até hoje me assusto quando lembro o quanto meu quadril se expandiu. Amamento exclusivo há seis meses. Se eu não passasse por nenhuma transformação com tudo isso, seria um robô. Não sou. Me tornei outra Gabi e ela ainda não se vê como gostaria.
Quero só me sentir e ser bonita de novo. Quero sim. Não vejo a hora.
Coisinhas aleatórias…
Essa música não sai da minha playlist, já até obriguei Malu a ouvir!
Estou no ritmo das compras de fim de ano e lembrei do “melhores do ano de 2024” que postei aqui no último dezembro. Lá tem a dica de umas bolsas de verão da Les Lis e elas estão de volta. Acabam rápido; tem as minis com preço ótimo e cheias de bossa. Aproveitem :)
Mantendo a vibe compras, a varejista sueca H&M abriu loja em São Paulo este ano e o e-commerce entrega no Brasil todo. Comprei coisinhas para Malu lá e adorei. Tem até itens de praia. Dos adultos também achei legal, mas ainda não adquiri nada para mim a ponto de atestar o benefício haha. De todo modo, fica a recomedação. Achei a variedade de estilo e cores interessante dado que a moda anda um marasmo com repetições de padrão por aí.
Uma semana bonita por aí.
Beijos
Gabi



Jane Fonda realmente é uma inspiração! Eu adorei a participação dela no podcast da Julia Louis Dreifus (outra maravilhosa)
Eu também quero ! Quero voltar a usar rímel, pois , escolhendo as batalhas ,abri mão de tirar o rímel no fim do dia 😅